Além dos limites

Precisávamos descobrir caminhos para homenagem que hoje pretendemos prestar aos empresários de Fátima do Sul, em particular aos nossos associados. Aí resolvemos aproveitar, nesta abertura, frases de gente do mais alto prestigio e conhecimento, como por exemplo uma do saudoso ministro Roberto Campos. No seu tempo e comrazão, dizia que -”No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo e empresa pública é aquela que ninguém controla”.

Sabedoria acima de tudo, a definição de um dos maiores e mais respeitados. economistas que o país já conheceu – e altamente contestado também, como todo dono de QI acima da média – reflete um Brasil do seu tempo (40/50 anos atrás) e o Brasil de hoje porque, infelizmente, todas as mudanças impostas ao longo dos anos só aumentaram a carga de dificuldades e responsabilidades atreladas às costas do empresário.

Se hoje temos uma indústria e um comércio funcionando satisfatoriamente, resguardadas as condições de cada um, é porque o empresário encarou os percalços criados por muitos governos pelos quais passamos, deu a eles soluções, nem sempre totalmente satisfatórias, superou as intempéries e… sobreviveu.

Alguns outros afirmam que “comprometimento individual a um esforço conjunto é o que faz um time funcionar, uma empresa funcionar, uma sociedade funcionar”,que “nem todas as empresas precisam investir em qualidade de vida, promoção de saúde ou coisa parecida. Só aquelas que querem ser competitivas no século XXI”.E estabelecem parâmetros que nem sempre são passíveis de viabilização quando exigem investimentos de toda ordem, principalmente nas áreas financeira e de recursos humanos.

Aqui, entre nós de Fátima do Sul, temos certeza que o empresário vai muitas vezes além dos próprios limites e, em muitos casos,parte para o sacrifício, expondo espaços já somados na busca de conquistas sonhadas. E assim vamos encarando o que os governos nos reservam, confirmando pelo menos por enquanto o dito por Roberto Campos e na esperança que um dia possamos administrar nosso próprio negócio, sem interferência de leis, portarias e decretos.Estes deveriam é reduzir tributos e facilitar a vida do cidadão. Por essas e por muitas outras, o empresário está de parabéns e merece da sua entidade de classe local – a ACIFAS – o respeito e a consideração a que tem direito.

ROGERIO RUFINO

Presidente