O clima frio de outono chegou por aqui. Tanto em Fátima do Sul como no MS inteiro, a temperatura caiu violentamente e parece que vai estar assim, em dias alternados, até agosto, quando o sol volta à sua distância normal da Terra, uma vez que vai viver uma fase de distanciamento nosso muito maior do que o normal.
Segundo o professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP (publicação do Google), baixas temperaturas são responsáveis por alterar diversos aspectos da vida humana. Um desses fatores é a mudança no funcionamento do corpo de uma pessoa. O frio interfere de forma ativa em sua fisiologia e é capaz de potencializar algumas doenças. Ele afirma que “quando esfria, você aumenta o seu metabolismo basal, tem um aumento da produção de adrenalina e de todos os hormônios que vão acelerar o seu metabolismo. Também fecha os vasos da pele, porque a pele tem entre 1,5 a 2 metros quadrados e tem que ser aquecida. Quando você tira o sangue da periferia, impede a troca de calor e desloca ela mais para dentro do corpo”.
A chegada do frio impacta diretamente as vias aéreas. “O pulmão de um adulto tem mais ou menos 100 metros quadrados, empacotado em pequenos alvéolos e separados do ambiente externo por uma barreira que tem menos de um milésimo de milímetro. ‘Como é que você não congela?’ Através do trabalho das vias aéreas e do aumento da perfusão das vias aéreas”, relata Saldiva. As baixas temperaturas costumam estar relacionadas a alguns tipos de doenças. “As estações de frio são as estações das doenças respiratórias e cardiovasculares”, indica. O professor ainda comenta que a variação ao longo do dia e as mudanças de temperatura de dias precedentes também influenciam no contágio de doenças. Destaca ainda as doenças cardiovasculares: “Quando você aumenta o metabolismo, você está dizendo para o teu coração que funcione mais depressa. E você pisa no acelerador. Se o coração não tiver condição de fazer isso, se ele já tiver uma vulnerabilidade maior, aquilo pode ser a diferença para ele ter uma arritmia ou mesmo ter um infarto do miocárdio”. Portanto, todo cuidado é pouco. Recomendação da Acifas.
