Estamos a poucos dias da festa de abertura de mais uma Copa do Mundo. Desta vez, nos Estados Unidos. Doze anos atrás, aqui no Brasil, o mundo inteiro viu a gente apresentar um esquálido evento de abertura do esporte de maior repercussão no planeta. Esquálido, aliás, seria um elogio e tanto àquela cerimônia que mais parecia apresentação de mágico em bufê infantil. Vergonhosa? Sim, vergonhosa. Surpresa? Não, nenhuma.
O Brasil, cuja propaganda brilha em muitos Festivais, se anuncia muito mal. E não é somente a criatividade que nos destaca, mas também nossos relacionamentos nas redes globais, nossa capacidade de fazer boas festas e a firmeza do nosso mercado. A abertura da Copa contou outra história diferente: um país que não sabe falar com o mundo de forma convincente. Mostramos um Brasil que não queremos ser. Que não merecemos ser.
O Brasil é um país de competências localizadas, como na agricultura, esportes coletivos, exploração de minérios, publicidade, em alguns estilos musicais, entre outras. Desta vez, vamos imaginar que os Estados Unidos farão uma abertura de Copa fora do estabelecido e que, dentro das nossas forças, pelo menos a seleção brasileira volte a ser o que nós sonhamos e um bom anúncio do Brasil para o mundo.
