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Futebol e o Comércio

Confesso que não sou expert em matéria de futebol, embora seja um torcedor do São Paulo Futebol Clube,  agremiação que faz parte da minha trajetória de criança até hoje, a caminho da meia idade.

Mas o que me faz tratar hoje de futebol não é o São Paulo, nem o chamado Brasileirão, mas a seleção do país que já se encontra nos Estados Unidos, hospedada em dependências de alto custo e grande luxo ou vice-versa. Com seus jogadores deitados na promessa da CBF de que setenta por cento da premiação da Copa será distribuída entre eles. Só precisam ganhar os jogos.

Mas o que na verdade me faz cócegas é a oportunidade que se abre ao comércio de produtos relacionados a esse acontecimento, mundialmente saboreado a cada quatro anos. São os mais variados, desde o uniforme até correlatos de todo tipo, colocados à disposição pelas indústrias respectivas, especialmente neste nosso Brasil, onde o futebol comanda o espetáculo.

É provável que exista alguma dificuldade no caminho. Faz parte do jogo. Mas há que somar coragem com determinação — e aí partir pro abraço. E por falar em jogo: as lojas de Fátima do Sul, Vicentina e Jateí também têm a bola nos pés. A camisa da Seleção, a chuteira do ídolo, o boné verde e amarelo, a canga, o agasalho — tudo isso o torcedor quer usar, presentear e ostentar. É o momento em que a vitrine vira campo e o lojista, técnico. Quem expor, divulgar e oferecer sai na frente. E os bares e restaurantes? Também têm seu lugar nesse time: cada jogo é um convite à mesa cheia, ao telão ligado e ao caixa registrando. A Copa não acontece só no gramado. Acontece na calçada, no balcão e na prateleira da loja. Fátima do Sul, Vicentina e Jateí tem tudo para jogar nesse time. Só precisa entrar em campo.

VITOR DALAN RODRIGUES

Presidente